quinta-feira, 10 de março de 2011

Laços de papel,

tenho uma mania imperdoável, quando estou em restaurantes ou qualquer coisa que tenha 'guardanapos', eu fico torcendo e fazendo laços, e depois abandono todos eles na mesa, noto que eles são os mais fáceis de fazer, os mais fáceis também de rasgar e os mais fáceis de dissolver em água ou em qualquer substância, deles não vivo nem sobrevivo, faço, crio, mas deixo em cima da mesa em que visitei e logo após abandonei, nunca pensei em levá

-los pra casa e guarda-los na gaveta até porque eles se juntariam aos poucos e raros laços que já estao guardados lá, todos os dias eu acordo, abro a gaveta e retiro um deles de lá tentando solucionar nós que estão me deixando louca e deixando meu laço feio, acontece que ai é que está todos os dias eu consigo desfazer esses nós, passo o dia mais leve, até mais calma sem ter minhas memórias a me pertubar, mas no final dele, elas voltam, me magoam e me fazem pegar o laço novamente, eu vejo que no lugar deles ficou um amarrotado irreparável, lagrimas, carinho, busca, tentativas, nada fazem ele voltar o que era antes... a ser aquele laço bonito vermelho, grande, que eu enfeitava no meu cabelo tão próximo ao coração, notei que eu mesma após desfazer o nó, fazia outro no mesmo lugar, era melhor assim do que ver aquele amassado é cruel ver aquilo feio, mais cruel ainda é ve-lo enrolado, mais cruel ainda é ver no que ele se tornou, porém ainda amo aquele laço e é o meu preferido, com todo o amarrotado, com todos os danos, do tempo, com todos os defeitos, é o que fica melhor em mim, é o que combina com meus cabelos, olhos, nariz e breve coração que apesar de amassado continua vermelho.
















escrevi a umas semanas mas resolvi postar
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