sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A solidão é viciante, descobri que preciso ficar muito mais tempo comigo mesma, do que com o resto das pessoas, não que elas me façam mal, elas não fazem, mas descobri que o verão, outono,inverno e primavera completos em que eu estive só em alma e corpo, eu consegui centrar a mim mesma 10.000 vezes, minha energia 10.000 vezes, meus dons 10.000 vezes e meu auto perdão que ainda não aconteceu por completo e o perdão alheio que também não foi completo (ainda).Porém, o mundo é como a roda da fortuna, nem sempre o mar mais bonito do mundo é pra dar um mergulho talvez apenas pra colocar os pés e seguir para o próximo, descobri que não me prendo, descobri que não tenho raízes aqui, minhas raízes estão no mundo todo, e eu não vou parar nem tão cedo, eu não posso parar, minha própria profissão tem a ver em não parar em um lugar fixo , eu vou estar sempre mudando, descobri também minha aversão a muitas coisas, que não cabem ser citadas aqui, apenas vividas e eu vou vive-las e continuar com tudo isso, mudada claro, porque ninguém é igual a um minuto atrás, mas muito mudada, afinal meu mundo não é esse, isso aqui é apenas uma parada de um trem.

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