
Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio(...)
Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo.
Caio F.
Mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.
Caio F.
Além disso, sou terrivelmente
instável e entender as minhas reações é coisa que às vezes nem eu mesmo consigo.
Caio F.
Você sabe que vai ser sempre assim. Que essa queda não é a última. Que muitas vezes você vai cair e hesitar no levantar-se, até uma próxima queda.
Caio F.
Essa morte constante das coisas é o que mais dói.
Caio F.
Tudo já passou e minha vida não passa de um ontem não resolvido...
Caio F.
A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo.
Caio F.
E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
Caio F.
O ridículo é que só no chão você percebe que caiu. Então é tarde demais.
Caio F.
E, de qualquer forma, às cegas, às tontas, tenho feito o que acredito, do jeito talvez torto que sei fazer...
Caio F.
amei,
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